Reitores Manuel Guilherme Júnior e Andrzej Wojtyła, da UEM e UK. Foto: UEM
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) firmou um acordo de cooperação com a Universidade de Kalisz (UK), na Polónia, ampliando as oportunidades de intercâmbio e colaboração científica entre as duas instituições.
A parceria, assinada na cidade polaca de Kalisz, visa estreitar laços em diversas áreas académicas.
Os reitores Manuel Guilherme Júnior e Andrzej Wojtyła, da UEM e UK respectivamente, oficializaram o acordo, que reforça o compromisso da UEM com a internacionalização do ensino superior.
O programa Erasmus+ será uma das principais vias para docentes e estudantes aproveitarem essas novas oportunidades de colaboração.
Durante a visita a Kalisz, oManuel Guilherme Júnior foi acompanhado por directores e docentes de várias unidades, que ministraram palestras em áreas como direito, turismo, logística internacional, marketing, comunicação e saúde pública.
As sessões foram marcadas pela participação activa dos alunos, promovendo a troca de conhecimentos e fortalecendo as redes académicas globais.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) desenvolveu uma solução inovadora destinada à monitorização em tempo real de doenças respiratórias entre estudantes, corpo técnico-administrativo, docentes, investigadores e seus familiares. Trata-se do primeiro aplicativo de colecta de informação auto-relatada para ser implementado com esses propósitos, consolidando-se como pioneiro em Moçambique.
Desenvolvida pela Faculdade de Medicina da UEM, a aplicação foca na monitorização de infecções respiratórias, com o objectivo de avaliar o estado clínico da comunidade universitária e facilitar o atendimento médico adequado.
“Estamos um olhar além das doenças respiratórias. A ideia é ampliar o alcance do sistema para incluir outras condições, como intoxicações atmosféricas e exposição a contaminantes”, explicou Alzira Ibrahimo, directora da Faculdade de Medicina.
Alzira Ibrahimo, explica ainda que a plataforma não se limita às doenças respiratórias, mas pode ser adaptada para monitorar outras condições, como doenças relacionadas a intoxicações atmosféricas e exposição a contaminantes.
“O sistema foi pensado para ser utilizado em todo o território moçambicano. A ideia é transmitir informações em tempo real, o que será um grande benefício para a saúde pública”, afirmou
Com sistemas de geolocalização e integração directa com centros de saúde, a aplicação permite a detecção precoce de problemas de saúde e a adopção de medidas mais ágeis e eficazes. Todos os funcionários e usuários deverão registar-se na plataforma, garantindo um mapeamento mais preciso e abrangente da saúde na comunidade universitária.
Com a implementação desta plataforma, Moçambique junta-se a países da Europa, Austrália, México e Estados Unidos, que têm investido em soluções de vigilância sindrómica para a saúde pública.
A solução está alinhada às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação à digitalização da vigilância e à prevenção precoce de doenças.
Os resultados de uma pesquisa recente sobre a empregabilidade no país, divulgados na semana passada na capital, revelam que a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) é a instituição que mais coloca jovens formados no mercado de trabalho.
As engenharias destacam-se como as áreas com a maior taxa de empregabilidade, enquanto as Ciências Sociais, Letras e Humanidades enfrentam menor demanda.
O estudo, realizado entre 2017 e 2019, abrangeu 2.100 jovens finalistas das seis maiores universidades do país: Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Universidade Pedagógica (UP), UniZambeze (Beira), Universidade Católica de Moçambique (UCM), A Politécnica e Universidade São Tomás de Moçambique (USTM).
Foram contempladas 27 faculdades e 106 cursos diferentes, com uma amostra representativa dos finalistas por género e área de estudo, incluindo Educação, Letras e Humanidades, Ciências Sociais, Ciências Naturais, Engenharia, Agricultura e Saúde.
De acordo com a pesquisa, a maioria dos finalistas que conseguiu emprego não está a trabalhar nas respectivas áreas de formação. Além disso, o setor privado é identificado como o maior empregador, logo após as áreas da Saúde e Educação, superando o sector público.
A pesquisa também constatou que, em média, os finalistas universitários possuem um perfil mais privilegiado em comparação com a maioria dos jovens moçambicanos.
Uma parte significativa dos finalistas provém de famílias urbanas, com um nível de escolaridade relativamente elevado e com emprego permanente. Após a conclusão do curso, cerca de 40% dos finalistas conseguiram emprego, sendo que a UEM lidera com 43% dos jovens empregados.
A linguagem meteorológica é complexa e deve ser simplificada para abranger um público maior. Este é o posicionamento de Adérito Aramuge, director do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).
Aramuge foi um dos intervenientes da conferência regional "Governando Clima em Contextos Vulneráveis: Geoestratégias Regionais para a Domesticação das Políticas de Gestão de Riscos Naturais", organizada pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), na cidade de Maputo.
O orador enfatizou a necessidade de simplificar a linguagem técnica usada para abordar questões climáticas, defendendo que muitos cidadãos não compreendem a terminologia meteorológica, o que dificulta a disseminação eficaz de informações críticas.
"É essencial que a comunicação seja clara e acessível a todos para que as comunidades possam reagir de maneira adequada às previsões climáticas", disse.
Aramuge também sublinha a importância da educação climática, propondo a implementação de programas de capacitação que ajudem as pessoas a interpretarem correctamente informações meteorológicas.
Por seu turno, o professor José Langa, do Observatório Ambiental para Mudanças Climáticas defendeu maior investimento em infra-estruturas resilientes no combate a fenómenos como ciclones e inundações.
Também destacou a importância do financiamento para viabilizar esta e outras estratégias. "Sem recursos financeiros adequados é impossível desenvolver e manter infra-estruturas resilientes ou promover programas educacionais e de capacitação", afirmou.
Langa tamb]em enfatizou que a cooperação internacional e os investimentos de entidades públicas e privadas são vitais para garantir que as comunidades vulneráveis possam saber lidar com as mudanças climáticas.
A conferência regional "Governando Clima em Contextos Vulneráveis" reuniu diversos especialistas internacionais e nacionais para debater e promover estratégias de adaptação às mudanças climáticas, especialmente em regiões vulneráveis como Moçambique. Visava explorar melhores práticas e inovações para a mitigação e adaptação aos riscos naturais exacerbados pelas mudanças climáticas.
Um dos maiores desafios do país é levar mulheres e raparigas à escola, bem como fazê-las compreenderem que a profissão não é definida por questões ligadas ao género.
É a pensar nisso que a Universidade Eduardo Mondlane (UEM) criou em 2019 o projecto “Acesso de Raparigas e Mulheres nos cursos de Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemáticas (CTEM) na UEM”.
O mote da iniciativa é incentivar a participação feminina em diversas áreas científicas através de palestras e aulas preparatórias. De acordo com a UEM, desde o início, 434 raparigas participaram nas aulas preparatórias, resultando em 109 admitidas nos cursos CTEM, sendo 83 na UEM e 26 noutras instituições.
As admitidas à UEM, a maior e mais antiga universidade do país, frequenta(ra)m cursos oferecidos pelas faculdades de Arquitectura e Planeamento Físico, Agronomia e Engenharia Florestal e Ciências.
Ainda como fruto deste projecto, a UEM atribuiu esta semana, em parceria com a ExxonMobil Moçambique e Tsemba Life Coaching, 25 bolsas de estudo e computadores a novas alunas.