Reitor da UEM distinguido como Professor Honorário na China

... o reitor destacou o seu percurso académico na China, onde fez pós-graduada na Universidade de Macau e assumiu o compromisso de continuar a trabalhar com a ZJNU

Manuel Guilherme Júnior. Foto: UEM

O Reitor da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Manuel Guilherme Júnior, foi agraciado com o título de Professor Honorário pela Universidade Normal de Zhejiang (ZJNU), fundada em 1956 e uma das melhores da China.

Esta distinção surge num contexto de intensificação das relações académicas entre a UEM e a ZJNU, que têm registado progressos significativos, incluindo o reforço do Instituto Confúcio da UEM e a criação de iniciativas conjuntas como a Academia da Rota da Seda para a Agricultura Inteligente e o Laboratório Conjunto China-Moçambique nesta área.

Na ocasião, o Reitor destacou o seu percurso académico na China, onde concluiu estudos de pós-graduação na Universidade de Macau, e comprometeu-se a continuar a trabalhar com a ZJNU, sob a liderança do Professor Jiang Yunliang, para aprofundar a cooperação académica, com foco na formação de talentos com uma visão global e no desenvolvimento sustentável de ambos os países.

Manuel Guilherme Júnior é doutorado em Direito pela Universidade Eduardo Mondlane, onde é docente e investigador na Faculdade de Direito. Publicou obras como “Manual de Direito Comercial Moçambicano Vol. I” e “Regime Jurídico do Estado de Emergência em Moçambique” (2020), sendo também autor de vários artigos científicos.

(Por MozaVibe)

Não precisa de ser um génio para conseguir uma bolsa Chevening

Num país onde o acesso a bolsas internacionais ainda é pouco divulgado, a história de Elina Ricotso Chiluvane surge como um incentivo para jovens que acreditam que estudar no exterior é um sonho distante.

Foto: Elina Ricotso Chiluvane

Mãe, casada e profissional da área financeira, construiu o seu percurso com base na persistência e na convicção de que o sucesso depende mais de preparação do que de talento extraordinário. Foi assim que conquistou a prestigiada bolsa Chevening, uma das mais competitivas do mundo.

Formada em Contabilidade e Finanças pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM) em 2018, trabalhou durante seis anos no sector financeiro. Apesar da experiência, sentia que precisava ir além.

“Havia um espaço vazio na área de planeamento e reporting financeiro. Eu queria ampliar o meu conhecimento e ter um horizonte mais amplo”, explica. Esse desejo de crescimento profissional tornou-se o ponto de partida para a candidatura.

A oportunidade surgiu por meio do marido, que lhe falou da Chevening. A partir desse momento, iniciou uma fase intensa de pesquisa. Procurou informações com antigos bolseiros, familiares e conhecidos, e mergulhou na internet para compreender os critérios de elegibilidade.

Descobriu que era necessário ter licenciatura, domínio do inglês e cumprir as exigências académicas das universidades, além de apresentar uma candidatura sólida. O facto de a bolsa ser totalmente financiada reforçou a sua confiança.

O processo de candidatura revelou-se exigente. Os candidatos devem elaborar quatro ensaios fundamentais. O primeiro aborda liderança, exigindo exemplos reais de impacto e transformação. O segundo trata do networking, mostrando como o candidato mobilizou pessoas e parcerias para alcançar objectivos. O terceiro explora a razão da escolha do país, da bolsa e das universidades. Já o quarto exige a definição de um plano de carreira, com metas de curto e longo prazo.

Além da candidatura à bolsa, é necessário concorrer separadamente a três universidades. Elina escolheu o mestrado em Investimento e Finanças na Strathclyde Business School, da University of Strathclyde, em Glasgow, na Escócia, atraída pelo reconhecimento académico da instituição.

Para aumentar as hipóteses de sucesso, conectou-se com candidatos e bolseiros de vários países, participou em grupos internacionais, procurou mentorias, assistiu vídeos e simulou entrevistas.

“A pesquisa e a preparação fizeram toda a diferença”, afirma.

Mesmo sendo financiada, a fase inicial envolve custos próprios. Entre eles, o exame académico de inglês, o teste de tuberculose e despesas de comunicação e internet. No total, estima ter gasto cerca de 50 mil meticais.

Um dos momentos mais difíceis foi quando o teste de tuberculose deu inconclusivo devido a uma gripe, atrasando o processo e quase comprometendo a oportunidade. Determinada, conseguiu adiar a bolsa para o ano seguinte, algo pouco comum.

“Foi uma lição de persistência. Não podemos desistir”, recorda.

MELHOR ESTUDANTE AFRICANA

O percurso académico não foi fácil. Como falante não nativa de inglês e regressando à academia após seis anos, enfrentou desafios linguísticos e metodológicos. Ainda assim, conseguiu superar e transformar dificuldades em conquistas. Graduou-se com Distinção, obteve um Certificado de Alto Desempenho e recebeu o Prémio Bashourun Abiola em Contabilidade e Finanças, atribuído ao estudante africano com melhor desempenho académico no departamento.

Após regressar a Moçambique, conseguiu emprego na área de planeamento e análise financeira, concretizando o objectivo que a motivou desde o início. Hoje, partilha a sua experiência com outros jovens e insiste que o principal segredo é ter clareza de objectivos e acreditar no próprio potencial.

“Não precisa ser um génio para conseguir a bolsa. É preciso foco, preparação e trabalhar duro”, sublinha.

Para Elina, é fundamental que as oportunidades de bolsas sejam mais divulgadas no país, permitindo que mais jovens tenham acesso a formação internacional. A sua trajectória deixa uma mensagem clara, sonhos tornam-se possíveis quando há informação, persistência e coragem para enfrentar desafios.

(Por Renaldo Manhice)

Pesquisa denuncia excesso de prescrição de antibióticos

Segundo a pesquisa, as classes das penicilinas e sulfonamida foram os antibióticos mais prescritos, com cerca de 65 por cento, muito acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda 20 a 26 por cento.

Foto: Freepik

Há uma frequência relativamente alta da prescrição de antibióticos no país, com maior incidência para as infecções do trato respiratório, denuncia a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), citando uma tese de doutoramento.

O tratamento, intitulado “Implementação de um algoritmo de tratamento de infecções respiratórias agudas em pacientes adultos HIV positivos nos Cuidados de Saúde Primários das Cidades de Maputo e Matola”, de Cândido Faiela, foi recentemente apresentado para a obtenção do grau de Doutor em Biociências e Saúde Pública, na Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

Segundo a pesquisa, as classes das penicilinas e sulfonamida foram os antibióticos mais prescritos, com cerca de 65 por cento, muito acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda 20 a 26 por cento.

Do trabalho realizado em unidades sanitárias de Maputo e Matola, constatou que, 34 por cento das prescrições médicas não tinham nenhum tipo de antibiótico. Entretanto, 48.2 por cento das prescrições analisadas pela pesquisa continham pelo menos 1 antibiótico; 12 por cento com 2 tipos de antibióticos na mesma prescrição; 3.3 por cento com 3 antibióticos; e 2.4 por cento das prescrições médicas chegaram a ter até 4 antibióticos na mesma prescrição.

O investigador afirmou que os antibióticos são amplamente prescritos em excesso para tratar infecções de trato respiratório, apesar de fortes evidências da sua origem viral. Fez saber que 90 por cento dessas infecções se dissolvem sem complicações para o paciente, tornando o tratamento com antibióticos desnecessário e não recomendado.

A pesquisa foi realizada em 31 unidades sanitárias de 10 postos administrativos das cidades de Maputo e Matola. Conclui que a falta de ferramentas de suporte aos clínicos no tratamento de infecções respiratórias e as limitações das capacidades laboratoriais justificam a utilização de um algoritmo para mediar as consultas, tendo a pesquisa recomendado que o algoritmo deve ser implementado com a supervisão dos provedores de saúde e uma auditoria na prescrição de antibióticos.

(Por MozaVibe)

Museu de História Natural reabre ao público

O Museu de História Natural de Maputo, coordenado pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), voltou a receber visitantes esta semana, após permanecer mais de dois anos encerrado para obras de requalificação.

Foto: Museu de História Natural

O espaço foi fundado em 1911 e instalado desde 1933 num edifício histórico de estilo manuelino. Apresenta-se agora mais moderno, inclusivo e preparado para acolher estudantes, investigadores e turistas.

Encerrado em Outubro de 2023, o museu foi alvo de uma profunda intervenção que abrangeu desde a estrutura arquitectónica até ao campo museológico e museográfico. Entre as melhorias realizadas, destacam-se a instalação de painéis solares, sistemas de climatização e iluminação, casas de banho internas, um elevador e rampas de acesso para pessoas com deficiência. Foram ainda construídas uma sala para exposições temporárias, uma livraria e uma cafeteria.

No domínio expositivo, todas as mostras foram restauradas e ganharam uma abordagem museológica moderna, que apresenta os habitats e espécies na sua relação natural. Foram introduzidas salas dedicadas às ervas marinhas e à fauna marinha de grande porte, bem como novos recursos de acessibilidade, incluindo informações adaptadas para pessoas com deficiência audiovisual.

Uma das novidades é a criação de uma sala etnográfica com cerca de 500 objectos ligados às práticas culturais de diferentes povos moçambicanos, que incluem peças de arte, escultura, música, ourivesaria, cerâmica e cestaria, complementadas por um acervo fotográfico histórico.

A requalificação, orçada em 4,25 milhões de euros, foi conduzida por especialistas italianos e moçambicanos ligados à Universidade Sapienza de Roma, em parceria com a Estação Zoológica Anton Dohrn e a ONG WeWorld. O financiamento partiu do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional de Itália, através da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS).

(Por MozaVibe)

China como exemplo de auto-suficiência alimentar

Moçambique precisa de “uma estratégia clara de desenvolvimento agrícola e industrial, baseada no conhecimento científico, adaptação local e sustentabilidade”.

Foto: UEM

A China, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, é um modelo a replicar na busca pela auto-suficiência alimentar. Assim pensa a professora e investigadora da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Tufária Mussá, após participar no seminário “Modernização ao Estilo Chinês e Desenvolvimento de África”, realizado na província de ShaanXi, China.

Segundo Mussá, Moçambique precisa de “uma estratégia clara de desenvolvimento agrícola e industrial, baseada no conhecimento científico, adaptação local e sustentabilidade”.

A professora destacou ainda a importância de incentivar a produção, fortalecer cadeias de valor, investir em tecnologia, e promover reformas políticas e institucionais.

O evento reuniu representantes de 50 países africanos e fez parte da implementação das “10 Acções da Cooperação China-África 2035”, alinhadas à Declaração de Changsha, que defende maior solidariedade e cooperação entre o continente e o gigante asiático.

Na abertura, o enviado especial da China para Assuntos de África, Xue Bing, reafirmou o compromisso de reforçar a parceria com África, lembrando o apoio histórico aos movimentos de libertação e projectos estruturantes, como a linha férrea de Moatize a Nacala.

A programação incluiu palestras e visitas a infra-estruturas estratégicas, como o Parque de Demonstrações de Yangling, exemplo de modernização agro-industrial.

(Por MozaVibe)

Universidade da Estónia vai formar docentes moçambicanos

Diplomacia académica na UEM. Foto: UEM

A Universidade de Tallinn (TLU) vai formar docentes moçambicanos no quadro de um parceria entre aquela instituição da Estónia e a Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

Este é o resultado de um momento de diplomacia académica internacional vivido recentemente em Maputo, quando delegações da TLU e do Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia (ISLA), de Portugal, visitaram a UEM.

Além de formar docentes, a TLU, uma referência europeia em inovação educativa e tecnológica, trouxe propostas ousadas de mobilidade académica e até colaboração cinematográfica através da Escola de Cinema da TLU e a Escola de Comunicação e Artes da UEM. Aliás, ambas instituições têm uma parceria já está formalizada desde Fevereiro de 2025.

Os encontros estendem-se até à Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Inhambane (ESHTI), com destaque para discussões em torno da transformação digital da UEM, em linha com os seus objectivos estratégicos.

No entanto, com o ISLA, os olhares cruzaram-se sobre educação empreendedora, apoio à Incubadora de Negócios da UEM, e possibilidades concretas de publicação científica para estudantes de pós-graduação.

Neste sentido, um memorando de entendimento entre as instituições está em fase final de preparação.

(Por MozaVibe)

João Neves: UEM a assumir protagonismo biotecnologia

João Neves. Foto: UEM


A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) deve assumir o seu papel de vanguarda em Biotecnologia e consolidar o Centro de Biotecnologia da Universidade Eduardo Mondlane (CB-UEM) como uma plataforma nacional de formação, investigação e inovação científica.

Este é o posicionamento do professor e investigador João Neves, co-fundador CB-UEM, que falava, recentemente, em Maputo, durante as celebrações dos 20 anos daquele centro.

Para o investigador, é essencial uma mobilização mais robusta de recursos e, eventualmente, a criação de infra-estruturas próprias que sustentem o crescimento e a excelência do CB-UEM, que deve “reconhecido como um observatório nacional de recursos genéticos”.

Segundo ele, a UEM precisa de redobrar esforços para garantir bolsas de estudo nos níveis de mestrado e doutoramento. “Temos de manter e aprimorar a nossa joia da coroa: o Mestrado em Biotecnologia. Isso exige criatividade e compromisso com a mobilização de recursos e soluções criativas”, declarou.

Por sua vez, o reitor da UEM, Manuel Guilherme Júnior, lembrou que, desde a sua criação, em 2005, o centro tem contribuído de forma decisiva para o avanço da ciência em Moçambique.

“O CB-UEM tem sido um espaço privilegiado de formação de quadros altamente qualificados, alguns dos quais, hoje, ocupam cargos de liderança em instituições públicas e privadas”, referiu o Reitor, destacando ainda projectos com impacto directo nas áreas da saúde, agricultura, ambiente e desenvolvimento de parcerias com instituições nacionais e internacionais.

(Por MozaVibe)

UEM cria “Sala do Futuro”

Foto: UEM

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) deu início à criação da sua primeira “Sala do Futuro”, um espaço inovador e multidisciplinar destinado a transformar o ensino das áreas da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) em Moçambique.

O novo ambiente pedagógico será equipado com kits de ciência, robótica e tecnologia digital avançada, proporcionando aos alunos e professores uma plataforma moderna para a experimentação, aprendizagem colaborativa e desenvolvimento de soluções para desafios do mundo real.

Com uma abordagem prática e integrada, a “Sala do Futuro” pretende quebrar barreiras tradicionais do ensino, funcionando como uma oficina educativa onde diferentes áreas do saber se interligam em experiências dinâmicas de aprendizagem.

A iniciativa surge no âmbito do projecto “MozSkills”, com o objectivo de capacitar os professores das províncias de Maputo e Gaza, fortalecendo a base de conhecimento interno nas áreas STEM. Espera-se que a formação qualificada destes profissionais contribua para o aumento do interesse dos estudantes pelas ciências e tecnologias, impulsionando o desenvolvimento socio-económico do país.

A UEM reforça, assim, o seu compromisso com a inovação e a excelência académica, posicionando-se na vanguarda da transformação educativa em Moçambique.

(Por MozaVibe)

Xironga sempre ocupará um lugar especial

Obra integra diferentes competências linguísticas. Foto: UEM

Um contacto com um relatório sobre a possível extinção do xironga deixou Armando Magaia preocupado. Tal foi a inquietação do linguista que decidiu fazer algo em prol deste idioma típico da região sul de Moçambique.

Segundo o autor, o referido documento dizia que o desaparecimento do xironga poderá ocorrer nos próximos 50 anos. E, para contrariar esta tendência, Armando Magaia teve a genial ideia de criar uma gramática.

O projecto rendeu frutos e o livro, intitulado “Gramatka Dza Xizronga”, foi recentemente apresentado na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), cidade de Maputo. A obra integra diferentes competências linguísticas como a fonética e fonologia, ortografia e morfologia, compilada a partir de investigações de campo dirigidas pelo autor nas comunidades falantes desta língua.

“Apesar de ser docente de inglês nos cursos de língua da UEM, o xironga sempre ocupará um lugar especial, por ter sido o meu primeiro idioma. No entanto, produzir a gramática é uma forma de desacelerar a sua extinção”, afirmou.

A gramática contribuirá para o incentivo e valorização das línguas moçambicanas através da atribuição de uma base científica e sistematizada. Pelo menos este é o pensamento da também linguista Julieta Langa, que apresentou o livro.

“A obra expressa a importância da investigação em torno dos idiomas nacionais para que sejam partilhados entre a comunidade académica e a sociedade em geral, facilitando o seu uso e garantindo, assim, a sua existência nas próximas gerações”, sustentou.

Armando Magaia é Doutor em Línguas, Linguística e Literatura da Universidade da África do Sul (UNISA) e tem ensinado Inglês, Habilidades de Estudo, Tradução e Interpretação na UEM desde 2006.

(Por MozaVibe)

Navio Dr. Fridtjof Nansen explora águas moçambicanas

Dr. Fridtjof Nansen. Foto: IMR

O navio de pesquisa Dr. Fridtjof Nansen, operado pelo Instituto Norueguês de Investigação Marinha (IMR), iniciou uma expedição científica nas águas de jurisdição moçambicana. Pretende aprofundar o conhecimento sobre a ecologia marinha e a dinâmica populacional dos recursos pesqueiros no país.

A expedição investiga áreas de desova, estágios iniciais da vida marinha, dinâmica dos estoques adultos, diversidade genética e factores climáticos e ambientais. As informações obtidas serão essenciais para garantir a segurança alimentar e promover de forma sustentável a economia azul de Moçambique.

A primeira fase da expedição, focada nos estágios larvares dos recursos marinhos no Banco de Sofala, foi concluída com sucesso entre 9 e 25 de Fevereiro. O Banco de Sofala, vital para a pesca e economia local, foi o foco da pesquisa, que forneceu dados importantes sobre a abundância, distribuição e sobrevivência das larvas, aspectos fundamentais para a gestão sustentável dos recursos pesqueiros.

Estes dados serão integrados com informações oceanográficas e modelos computacionais para prever o estoque pesqueiro e os impactos de mudanças ambientais, ajudando na formulação de estratégias de conservação e uso sustentável.

A segunda fase da expedição, que abrange os recursos pesqueiros ao longo da costa moçambicana, desde o Rovuma até Maputo, teve início a 28 de Fevereiro e seguirá até 31 de Março. O navio “Dr. Fridtjof Nansen” continuará sua jornada noutras regiões do Oceano Índico.

Além disso, o navio retornará a Moçambique em Outubro para a terceira fase da expedição, que se concentrará no mapeamento dos habitats do fundo marinho do Banco de Sofala.

A expedição envolve uma equipa multidisciplinar composta por 43 cientistas de várias instituições moçambicanas, incluindo o InOM e a Universidade Eduardo Mondlane. Esta colaboração reforça o compromisso do Governo de Moçambique com a pesquisa marinha de excelência, tanto a nível nacional quanto internacional.

Esta é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), em parceria com o Instituto Oceanográfico de Moçambique (InOM), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Instituto de Pesquisa Marinha da Noruega (IMR) e Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

(Por Renaldo Manhice)