Ruth First ganha sala memorial na UEM

A Universidade Eduardo Mondlane inaugurou recentemente a Sala Ruth First, instalada no Centro de Estudos Africanos, numa iniciativa destinada a preservar, valorizar e perpetuar o legado desta importante figura da luta contra o apartheid.

Foto: UEM

A história de Ruth First confunde-se com a luta pela liberdade, justiça social e igualdade racial na África Austral. Nascida na África do Sul, em 1925, Ruth First destacou-se como jornalista, cientista social e activista anti-apartheid, dedicando a sua vida à denúncia das injustiças impostas pelo regime segregacionista sul-africano. A sua coragem e firmeza valeram-lhe perseguições políticas, prisão e exílio.

Ruth First viveu em Moçambique e durante um tempo integrou o Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane (CEA-UEM), onde desenvolveu importantes pesquisas sobre os desafios políticos, sociais e económicos da região. Contudo, a sua trajectória foi tragicamente interrompida em 1982, quando foi assassinada, em Maputo, através de uma carta-bomba no seu escritório, no espaço onde hoje foi criada a Sala Ruth First.

A Universidade Eduardo Mondlane inaugurou recentemente a Sala Ruth First, instalada no Centro de Estudos Africanos, numa iniciativa destinada a preservar, valorizar e perpetuar o legado desta importante figura da luta contra o apartheid.

O projecto, desenvolvido pelo CEA em parceria com o Freedom Park, consistiu na transformação do escritório número 62, local onde Ruth First trabalhou como directora de investigação durante cinco anos e onde perdeu a vida de forma brutal.

Segundo o Reitor da UEM, Manuel Guilherme Júnior, a inauguração do espaço enquadra-se nas celebrações dos 50 anos da atribuição do nome Eduardo Mondlane à instituição de ensino superior.

(Por MozaVibe)