Os pequenos cineastas percorrem os espaços simbólicos da vila e partilham narrativas de cinco idosos sobre a vida em tempo de guerra, sobre como era o amor em tempo de conflito armado e como era viver a adolescência à luz de tradições agora extintas.

Uma das formas de descobrir Macossa, um distrito da província de Manica, é acompanhando o filme “Ilha do Mato”, produzido em 2024 por 15 estudantes da Escola Secundária de Macossa, no âmbito do projecto italiano DELPAZ.
O filme fala das características morfológicas de Macossa e da sua história. Assim, o telespectador tem a oportunidade de saber, por exemplo, como nasceu a sede do distrito.
Fala de elementos como a união e solidariedade entre famílias que procuravam se libertar do colonialismo e da miséria provocada pela guerra dos 16 anos, um dos eventos mais devastadores da história contemporânea de Moçambique. Este vestígios são agora marcas que podem impulsionar o turismo neste distrito de Sofala.
Os adolescentes aprofundaram a sua pesquisa usando a técnica de entrevista e assim ouviram anciãos, depositários da memória colectiva.
Os pequenos cineastas percorrem os espaços simbólicos da vila e partilham narrativas de cinco idosos sobre a vida em tempo de guerra, sobre como era o amor em tempo de conflito armado e como era viver a adolescência à luz de tradições agora extintas.
Para os protagonistas, com idades entre 13 e 15 anos, esta ilha tem sofrido muitas transformações nas últimas décadas, sendo por isso que o grupo de adolescentes sente que recebeu um grande legado daqueles que lutaram para libertar estes lugares durante a luta de libertação colonial e durante o conflito terminado em 1992.
Ao longo do processo, os jovens participantes tornaram-se protagonistas da sua própria narrativa, reconhecendo-se como herdeiros e guardiões de uma rica herança cultural.
O filme “Ilha do Mato” é exibido esta terça-feira na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo.
(Por MozaVibe)

