Maputo aos olhos da sétima arte

Maputo tem encantado muitos artistas ao ponto de ser cenário de várias obras. Foi assim que a realizadora brasileira Ariadine Zampaulo fez da cidade das acácias palco de uma das suas produções.

Foto: Produção de Maputo Nakurandza

Com a moçambicana Maria Clotilde, Zampaulo assinou o guião de “Maputo Nakurandza”. O título é uma declaração de amor à capital moçambicana, afinal, a sua tradução literal do xichangana é algo como “Amo-te Maputo”.

Com Domingos Bié, Maria Clotilde Guirrugo, Salvado Mabjaia, Fernando Macamo, Eunice Mandlate, Luis Napaho, Silvana Pombal, Malua Saveca, Sabina Tembe e Paulo Zacarias como actores, a obra dá vida uma história baseada no quotidiano de Maputo, conforme sugere a sinopse abaixo.

“É madrugada na capital de Moçambique. Os jovens saem das casas noturnas e, nos quintais, as mulheres começam o dia. Um homem corre, uma mulher chega de uma viagem, um turista caminha, um trabalhador pega o transporte público e a estação de rádio Maputo Nakuzandza anuncia o desaparecimento de uma noiva”.

O projecto, que é também uma espécie de turismo cinematográfico em Maputo, nasceu em 2017 durante um intercâmbio universitário da cineasta Ariadine em Maputo. Surgiu de seu encanto pela capital e da forte presença da poesia e dos saraus locais.

Com duração de 60 minutos, a produção conquistou espaço em exibições de prestígio internacional, incluindo o Festival Internacional de Cinema de Marselha (FIDMarseille), o Festival de Berwick e a Mostra de Cinema de Tiradentes. Também teve a sua estreia televisiva e comercial em plataformas como o Canal Brasil. Também arrecadou o  Prémio Especial do Júri do Festival do Rio.

(Por MozaVibe)