Além das comunidades, Mathe defende a inclusão de outros interessados na preservação do património cultural e turístico do país, como estudantes, decisores políticos e outras figuras relevantes, na busca de soluções sustentáveis.

Que tal envolver as comunidades na gestão do património cultural e turístico nacional? O professor moçambicano Rosendo Mathe acha esta uma boa ideia, daí a ter proposto uma das melhores formas de protecção dos monumentos e sítios históricos.
Rosendo Mathe, docente no Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC), na Matola, falava na Fortaleza de Maputo, um dos monumentos mais importantes do país, sobre a a necessidade de elaboração de planos de gestão do património como parte das respostas de emergência face a desastres e conflitos.
O docente dinamizava a palestra “Respostas de emergência para o património vivo em contextos de conflitos e desastres”, no âmbito das celebrações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, 18 de Maio.
Além das comunidades, Mathe defende a inclusão de outros interessados na preservação do património cultural e turístico do país, como estudantes, decisores políticos e outras figuras relevantes, na busca de soluções sustentáveis.
Não deixa de lado o uso das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), em particular as redes sociais, bem como a integração da componente de género, com especial enfoque no envolvimento da mulher, pela sua sensibilidade na área da conservação.
Segundo Mathe, os planos de gestão devem ser elaborados de forma heurística e regionalizada, tendo em conta a diversidade da realidade moçambicana. O docente defendeu ainda que esses planos devem incluir o registo e inventário dos bens patrimoniais como parte integrante do processo, sublinhando que “só gerimos o que conhecemos”.
(Por MozaVibe)

