Quando a IA expande o conhecimento de raparigas

O projecto alcançou escolas públicas e privadas da cidade e província de Maputo, levando conhecimento tecnológico a raparigas que, muitas vezes, cresceram distantes das novas tecnologia.

Foto: Menos Fios

A Inteligência Artificial (IA) tornou-se presença diária nas nossas vidas. Está nos telemóveis, nos hospitais, nas empresas, nas escolas e até nas pequenas decisões do quotidiano. O que ontem parecia distante, reservado aos laboratórios das grandes potências tecnológicas, hoje bate à porta das sociedades em desenvolvimento, como a moçambicana, trazendo oportunidades e novos desafios.

É neste diapasão que mais de mil jovens, entre os 15 e os 20 anos, receberam recentemente, em Maputo, uma formação gratuita em Inteligência Artificial, numa cooperação entre Moçambique e Índia, através da iniciativa VisionHer 2026, promovida pela Stemmoz.

O projecto alcançou escolas públicas e privadas da cidade e província de Maputo, levando conhecimento tecnológico a raparigas que, muitas vezes, cresceram distantes das novas tecnologia. No entanto, não só se aproximaram destas ferramentas como tiveram a oportunidade de adquirir competências técnicas em lógica computacional ou inteligência artificial, sobretudo como instrumento de transformação pessoal e colectiva.

Aprenderam, igualmente, que apesar do fascínio que desperta, a IA exige igualmente muita responsabilidade. Quanto mais integrada estiver na vida quotidiana, maior será a necessidade de formar cidadãos conscientes, críticos e éticos no seu uso. Há que compreender os impactos humanos, sociais e económicos de uma ferramenta que continuará a moldar o mundo.

Talvez seja este o maior mérito de iniciativas como a VisionHer, mostrar que inclusão digital não é luxo, mas necessidade estratégica.

(Por Joana Mawai)