Alexandre Cobre lidera a sua empresa de Inteligência Artificial na Inglaterra, a MozBioMed.AI, uma iniciativa que visa apoiar moçambicanos no acesso a medicamentos.

O cientista moçambicano Alexandre de Fátima Cobre foi recentemente distinguido pela Organização da Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) como um dos 10 melhores jovens cientistas do mundo em 2025.
O reconhecimento, que sublinha o impacto das suas contribuições na Inteligência Artificial aplicada à saúde, surge no âmbito do UNESCO-Al, prémio internacional que reconhece o trabalho de cientistas com menos de 40 anos.
Alexandre Cobre destacou-se pelas suas contribuições durante o doutoramento no Brasil, onde se dedicou à aplicação da Inteligência Artificial (IA) na saúde, com especial enfoque na descoberta e reposicionamento de fármacos.
“Este reconhecimento é ainda mais significativo porque competi com cientistas de todo o mundo com mais de uma década de experiência, enquanto eu ainda terminava o meu PhD”, escreveu no seu perfil do Facebook.
O percurso de Alexandre Cobre é marcado por conquistas. De 2020 a 2021, publicou artigos relacionados com a Covid-19, utilizando ferramentas de Inteligência Artificial aplicadas a exames de rotina acessíveis. O trabalho foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como referência oficial no combate à pandemia.
Em Fevereiro de 2024, antes de defender o doutoramento, foi distinguido com o UK Global Talent Visa, reconhecimento atribuído pelo Reino Unido a profissionais com elevado potencial nas suas áreas.
Em 2025, a sua inovação no uso da Inteligência Artificial para descoberta de fármacos e diagnóstico valeu-lhe uma menção honrosa no Prémio CAPES, considerado o maior prémio da ciência brasileira.
Alexandre Cobre lidera a sua empresa de Inteligência Artificial na Inglaterra, a MozBioMed.AI, uma iniciativa que visa apoiar moçambicanos no acesso a medicamentos através do uso inteligente da Inteligência Artificial.
(Por Renaldo Manhice)

