Estudo evidencia doenças não transmissíveis em jovens adultos

A participação das entidades nacionais é, de acordo com a UEM, uma evidência do seu papel estratégico na produção de conhecimento científico orientado para a resolução de problemas concretos de saúde pública em Moçambique.

Pesquisa conta com participação de entidades moçambicanas. Foto: Bnews

Melhorar os protocolos e a qualidade dos cuidados de saúde para doenças não transmissíveis (DNT), com foco na hipertensão severa, diabetes e distúrbios mentais em jovens adultos moçambicanos é o foco de um estudo internacional denominado PEN-Connect.

O estudo é liderado pelas investigadoras Ana Olga Mocumbi e Kerstin Klipstein-Grobusch e conta com a participação da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em parceria com o Instituto Nacional de Saúde (INS) e o Ministério da Saúde.

A participação das entidades nacionais é, de acordo com a UEM, uma evidência do seu papel estratégico na produção de conhecimento científico orientado para a resolução de problemas concretos de saúde pública em Moçambique.

Conta ainda com a colaboração de instituições internacionais como a London School of Hygiene and Tropical Medicine, o University Medical Center Utrecht e a Ludwig-Maximilians-Universität, umas das principais redes globais de investigação.

O estudo procura fortalecer os cuidados integrados, melhorar a assistência clínica e desenvolver mecanismos sustentáveis de coordenação entre os diferentes níveis do sistema de saúde.

Em Moçambique, escreve a UEM, as doenças não transmissíveis representam uma das principais causas de mortalidade prematura. Dados indicam que cerca de 25,3 por cento dos adultos entre os 18 e os 69 anos sofrem de hipertensão arterial, o que evidencia a urgência de intervenções mais eficazes.

O projecto, continua a universidade, será desenvolvido em várias fases. Numa primeira etapa, será realizada a formação de profissionais de saúde, com foco no reforço das competências em recolha e análise de dados, bem como na avaliação dos sistemas de saúde e das comunidades.

Numa segunda fase, serão implementadas intervenções baseadas em modelos conceptuais e evidência científica, em unidades sanitárias das províncias de Sofala e Maputo, incluindo o Hospital Distrital de Nhamatanda e o Centro de Saúde de Marracuene, bem como os respectivos hospitais de referência.

(Por MozaVibe)