Uqueio também nos “pede, a todos, esta consciência sobre estes fenómenos”

Ás vezes, a vida acontece sem aviso e, mesmo assim, como que a surpreender os instantes repentinos, o fotojornalista vê-se desafiado a documentar a realidade. Assim tem sido a vida de Carlos Uqueio, o “Repórter de Sombras e Esperanças”, conforme se auto-intitula no seu primeiro livro.
A obra resulta de 18 anos de carreira atrás da câmara com a qual eternizou diferentes realidades de Moçambique e de mais de 20 país que teve o privilégio de visitar. No seu catálogo constam momentos que marca(ra)m pelo menos as últimas duas décadas.
“Este livro nasce das ruas, dos bairros, dos momentos em que a vida acontece sem aviso e sem encenação”, afirmou quem não apenas apresenta imagens bem captadas, mas “cruza fotografia e escrita para oferecer não só o olhar, mas também o contexto”.
Segundo o jornalista Pretilério Matsinhe, que fez a apresentação de “Repórter de Sombras e Esperança: a fotografia como testemunho da reportagem”, esta quarta-feira, em Maputo, o livro vai além de um simples registo visual, constituindo-se como um apelo à consciência colectiva.
“Vimos muitas vezes as cidades inundadas, bairros urbanos e suburbanos debaixo das águas e a nossa perplexidade reside no facto de não encontrarmos uma solução para um problema que é recorrente”, disse, acrescentando que Uqueio também nos “pede, a todos, esta consciência sobre estes fenómenos”.
(Por Lucas Muaga)

