Não é mero acaso que as celebrações estejam globalmente centradas nas alterações climáticas, ou seja, “nos sinais urgentes enviados pela Terra e nos sinais que escolhemos responder”, de acordo com a World Environment Day.

Hoje não é um dia comum, pelo menos desde 1972, quando a Organização das Nações Unidas organizou a Conferência de Estocolmo, na Suécia, a primeira grande reunião mundial sobre o ambiente.
Com a Conferência de Estocolmo deu-se um grande passo para a instituição do 5 de Junho como Dia Mundial do Meio Ambiente. A primeira celebração desta efeméride aconteceu em 1974, com o objectivo de consciencializar e mobilizar governos, empresas e cidadãos para proteger o planeta.
A data que hoje se assinala, convida-nos a dar uma pausa para pensarmos o planeta que queremos, diante dos desafios climáticos que o colocam em causa. Não é mero acaso que as celebrações estejam globalmente centradas nas alterações climáticas, ou seja, “nos sinais urgentes enviados pela Terra e nos sinais que escolhemos responder”, de acordo com a World Environment Day.
Azerbaijão é o país escolhido para a cerimónia global, entretanto uma série de eventos, campanhas e acções criativas se desenrolaram em todos os continentes, nas telas, nas ruas e nas comunidades de todo o mundo.
Em Moçambique, por exemplo, Embaixada do Reino dos Países Baixos, em parceria com o município de Maputo e a World Press Photo Foundation inauguram hoje, em Maputo, a “Down to Earth – Climate Change and Climate Futures, uma exposição fotográfica que assinala o Dia Mundial do Ambiente. A mostra estará aberta até 3 de Julho.
A mostra reúne histórias visuais premiadas sobre os impactos das mudanças climáticas em diferentes partes do mundo, bem como exemplos de adaptação, inovação e resiliência.
Integra ainda uma componente fotográfica moçambicana através do trabalho do fotojornalista moçambicano Carlos Uqueio e a Climate Futures Reflection Wall, um espaço participativo onde os visitantes poderão partilhar as suas reflexões sobre o futuro.
A academia também tem abraçado a causa do meio ambiente. Um dos exemplos é a Universidade São Tomás de Moçambique (USTM), que se propõe a debater o futuro do planeta e acompanhar de perto as soluções sustentáveis desenvolvidas pelos estudantes. O evento contará com palestra, exposição prática e uma demonstração ao vivo da produção de briquetes ecológicos (carvão sustentável) pelos estudantes de Gestão Ambiental.
Entretanto, a festa não termina por aí. Nos dias 11 e 12 de Junho, a cidade de Maputo acolhe a terceira edição da Conferência Crescendo Azul, subordinada ao lema “Futuro Azul: Acelerando a Sustentabilidade Económica”. O evento é constituído por debates, exposições, feira e momentos estratégicos ligados ao desenvolvimento da economia azul.
(Por MozaVibe)

