Se julgarmos pelo objectivo de galardoar o livro infanto-juvenil dos últimos dois anos em Moçambique, podemos dizer que o júri da terceira edição do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil acaba de revelar as cinco melhores obras.

Estamos a falar dos livros finalistas, divulgados recentemente pela Associação Kulemba, organizadora da premiação. Trata-se de “A borboleta Xica na aldeia de todas as espécies”, de Mélio Tinga; “Kioni, a pequena mandingueira – chama São Bento Grande”, de Joana Carneiro Vasconcelos; “Lila, a girafa que tinha pressa de crescer”, de Vânia Óscar; “Moya e o pequeno Gigante solitário”, de Álvaro Fausto Taruma; e “Quem ensinou a avó a contar estórias”, de Nelson Lineu.
De acordo com os jurados, que incluem Sara Jona Laisse (Moçambique, presidente), Ninfa Parreiras (Brasil) e Adélia Carvalho (Portugal), as cinco obras seleccionadas são aquelas que melhor se alinham aos critérios estabelecidos para uma obra literária notável, merecendo assim a distinção do prémio.
Nos próximos dias, o júri se reunirá novamente para determinar o grande vencedor, cuja revelação ocorrerá durante a 9ª edição do Festival do Livro Infanto-juvenil da Kulemba (FLIK 2026), programada para acontecer entre 18 e 20 de Junho, na Cidade da Beira.
Vamos, então, às obras:
“A BORBOLETA XICA NA ALDEIA DE TODAS AS ESPÉCIES”
É uma obra que explora a relevância da biodiversidade, colaboração e solidariedade na solução de questões ambientais. A protagonista, Xica, uma borboleta cheia de alegria, enfrenta a perda de sua árvore preferida. Para resolver essa situação, ela reúne outros animais para que tomem decisões colectivas e cuidem do meio ambiente.
“KIONI, A PEQUENA MANDINGUEIRA – CHAMA SÃO BENTO GRANDE”
É narrada a descoberta do mundo por Kioni, uma menina moçambicana de 12 anos, através de brincadeiras, música e ensinamentos dos mestres de capoeira. O título alude a “São Bento Grande”, um dos toques mais icónicos do berimbau. Este livro combina a cultura e tradições de Moçambique com os princípios e filosofia da Capoeira, celebrando tanto a ancestralidade quanto a musicalidade.
“LILA, A GIRAFA QUE TINHA PRESSA DE CRESCER”
É um livro que conta a história de uma jovem girafa que deseja aprender como crescer rapidamente para alcançar o grande segredo da vida.
“MOYA E O PEQUENO GIGANTE SOLITÁRIO”
Um menino passeia serenamente pelas águas da lagoa de Mwahulwane enquanto ouve as histórias contadas por seu pai sobre tempos antigos e fascinantes em que criaturas mágicas habitavam o lugar como se fossem parte de um sonho. É desse sonho que surge o pequeno gigante solitário; temido por muitos, mas que na verdade possui uma aspiração inocente.
“QUEM ENSINOU A AVÓ A CONTAR ESTÓRIAS”
Relata a vivência da menina Olga, que sentia tristeza pelo fato de sua avó Madalena não saber contar histórias. Essa dor era amenizada pelas narrativas do avô Angorete. Após sua morte, Olga percebeu que sua avó também sentia falta das histórias e decidiu ajudá-la, valorizando assim a escuta, memória e o poder do afecto.”
(Por MozaVibe)

