Inglês como língua de produção científica

O ensino bilingue pode integrar, neste circuito, a língua inglesa que deverá servir de ferramenta de pensamento, produção científica e diálogo intercultural‎.

O ensino bilingue pode integrar a língua inglesa que deverá servir de ferramenta de pensamento. Foto: Freepik

A realidade é clara: milhares de jovens concluem o ensino secundário com o desejo de prosseguir estudos além-fronteiras. No entanto, vêem esse projecto comprometido devido às dificuldades de comunicação no contexto internacional.

Neste sentido, torna-se imprescindível dominar uma segunda língua, que seja universal, como o inglês, o idioma mais falado do mundo, contando com mais de 1,4 bilhão de falantes no planeta. A língua inglesa é, por isso, a chave de acesso ao ensino superior, bem como em redes internacionais de conhecimento, investigação e inovação.

Diante desta realidade, o ensino bilingue ganha uma dimensão mais estratégica. É desafiado a não focar-se apenas na utilização das línguas moçambicanas de origem bantu em conjunto com a língua portuguesa no ensino primário. 

O ensino bilingue pode integrar, neste circuito, a língua inglesa que deverá servir de ferramenta de pensamento, produção científica e diálogo intercultural. É, em essência, preparar estudantes para um mundo onde o saber circula em múltiplos idiomas e onde a capacidade de comunicar determina o alcance das ideias.

Esta forma de encarar a educação está alinhada ao pensamento da Ministra dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Maria dos Santos Lucas. Recentemente, a diplomata referiu que os estudante moçambicanos ambicionam outros palcos do conhecimento, mas apresentam algumas lacunas que podem resumir o seu percurso formativo.

“A formação bilíngue, principalmente em inglês, é fundamental para que os nossos estudantes possam aproveitar oportunidades em países como o Quénia”, afirmou, apontando para uma barreira estrutural que limita o potencial de uma geração inteira.

‎Maria dos Santos Lucas deixou ficar esta constatação numa visita ao Quénia, onde defendeu uma aposta estruturante na formação bilingue como instrumento estratégico de mobilidade académica e integração internacional.

(Por Rafael Langa)‎