Dados para redesenhar o mapa de Pemba

Em Pemba, os dados assumem-se como peças-chave para transformar uma realidade marcada pelos deslocamentos internos, sobretudo provocados pelo terrorismo que, desde 2017, afecta vários distritos da província de Cabo Delgado.

Seminário de Análise Conjunta. Foto: ONU-Habitat Moçambique

De acordo com a UN-Habitat Moçambique – Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos – a área da Grande Pemba acolhe mais de 120 mil pessoas deslocadas, um fenómeno que exerce forte pressão sobre a habitação, serviços básicos e harmonia social.

A organização refere que estes números representam famílias em busca de um novo começo e, para responder a essa necessidade, surge o Perfil de Deslocamento Urbano da Grande Pemba, um projecto estratégico da ONU-Habitat e parceiros que visa transformar estatísticas em acção concreta.

Mais do que um simples diagnóstico, este instrumento traça caminhos claros para dignificar a habitação, garantir tectos seguros tanto para quem chega como para quem acolhe, e reforçar a capacidade de resposta urbana.

Pretende ainda fortalecer serviços essenciais, reduzindo a pressão sobre o abastecimento de água, saneamento e saúde, ao mesmo tempo que promove a coesão social entre comunidades.

Não é um esforço isolado, mas sim uma construção colectiva liderada por actores governamentais, incluindo o Município de Pemba, com o suporte técnico da ONU-Habitat, OIM e JIPS. Academia e autoridades locais caminham lado a lado nesta jornada, reforçando uma abordagem participativa e inclusiva.

Recentemente, realizou-se o Seminário de Análise Conjunta, onde os dados ganharam voz. Especialistas e parceiros validaram soluções que prometem redesenhar o mapa de Pemba, garantindo que o crescimento urbano se traduza, efectivamente, em qualidade de vida para todos.

(Por MozaVibe)