Um estudo publicado na revista Nature Sustainability alerta que quase 3,8 mil milhões de pessoas em todo o mundo poderão estar expostas a calor extremo até 2050, como consequência do aumento da temperatura média global e das mudanças climáticas.

A investigação analisou diferentes cenários de aquecimento e avaliou quantas pessoas poderão enfrentar temperaturas consideradas perigosamente altas ou baixas nas próximas décadas.
Segundo os investigadores, a procura por sistemas de refrigeração deverá aumentar de forma acentuada em países populosos como Brasil, Indonésia e Nigéria, onde centenas de milhões de pessoas ainda não dispõem de ar-condicionado ou de outros meios adequados para lidar com o calor.
Mesmo regiões tradicionalmente mais frias, como Canadá, Rússia e Finlândia, poderão sofrer impactos significativos com um aumento relativamente moderado dos dias quentes, uma vez que não estão preparadas para essas condições.
O estudo indica que, caso a temperatura média global suba 2 °C em relação aos níveis pré-industriais, a população exposta a calor extremo quase duplicará até meados do século.
Grande parte desse impacto deverá ocorrer já nesta década, à medida que o planeta se aproxima do limite de 1,5 °C de aquecimento.
Para os autores, a adaptação ao calor extremo tornou-se mais urgente do que se estimava anteriormente, exigindo investimentos rápidos em infraestruturas, como soluções de refrigeração sustentáveis e sistemas de resfriamento passivo.
A exposição prolongada a temperaturas extremas representa sérios riscos à saúde, podendo provocar desde tonturas e dores de cabeça até falência de órgãos e morte. As ondas de calor, cada vez mais longas e intensas, agravam esse cenário, tornando o acesso à refrigeração um fator crucial.
(Por MozaVibe)

