Reflexão sobre a expansão da capital vale prémio a Arminda Sando

Uma pesquisa sobre o ordenamento territorial do bairro Chali, na KaTembe, distrito municipal da cidade de Maputo, levou Arminda Sando à glória, ao ser uma das vencedoras de um concurso de investigação sobre o desenvolvimento urbano.

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Foi na primeira edição das Jornadas Científicas Municipais que Arminda Sando, venceu a categoria Investigador Júnior. Recebeu um prémio monetário e um computador portátil.

O seu estudo foi considerado um contributo decisivo para a reflexão sobre a expansão da capital, ao propor caminhos para um crescimento mais equilibrado, sustentável e socialmente inclusivo num dos territórios mais desafiantes do município de Maputo.

O seu trabalho destacou-se entre dezenas de propostas pelo rigor metodológico e pela capacidade de traduzir problemáticas locais em recomendações práticas para a governação municipal, de acordo com a avaliação do júri.

O júri atribuiu ainda o segundo e terceiro lugares a estudos que exploram o aproveitamento energético de resíduos hospitalares e a qualidade microbiológica da tilápia comercializada nos mercados da cidade, revelando a amplitude temática e o impacto social das propostas apresentadas.

Na categoria Investigador Sénior, o primeiro prémio foi entregue a Felicidade Hunguana e sua equipa, pela pesquisa dedicada à implantação de espécies arbóreas ao longo da marginal da Costa do Sol, uma reflexão crucial sobre resiliência ambiental e recuperação do ecossistema costeiro.

As distinções seguintes contemplaram trabalhos que analisam as áreas verdes públicas e a acessibilidade em infra-estruturas urbanas, confirmando a centralidade das questões ambientais na agenda científica.

As Jornadas Científicas Municipais, promovidas pelo Conselho Municipal de Maputo, reuniram cerca de 40 trabalhos seleccionados entre mais de 100 submissões. A iniciativa destaca a capacidade do corpo crescente de jovens investigadores comprometidos com soluções reais para os desafios urbanos e que trabalhos como o de Arminda Sando já começam a moldar a visão do futuro urbano de Moçambique.

(Por Rafael Langa)