Das anotações às grandes lições

As palavras ganharam corpo e destino com o lançamento de "A Jornada do Saber: um mundo de pequenas histórias e grandes lições de vida", livro inaugural de José Muagona.

João Baptista e José Muagona. Foto: CCP
João Baptista e . Foto: CCP

A obra discute o lugar da leitura na formação ética e intelectual da sociedade.

Muagona deseja que o livro seja um instrumento de educação, capaz de inspirar mudanças de comportamento e de fortalecer o pensamento crítico e o gosto pela literatura.

A obra, disse, nasce com vocação pública, destinada a servir como ferramenta de consciência.

Falando da obra, o escritor João Batista Caetano Gomes, não poupou as palavras ao caracterizar o autor como um arquétipo do leitor que a sociedade carece.

“Se formos sinceros, a culpa inicial recai sobre os pais, que sendo os primeiros professores, não oferecem aulas de ética, não compram livros, nem cultivam nos filhos o hábito da leitura", disse.

O discurso soou como advertência. Gomes lembrou que os filhos herdam, acima de tudo, os gestos. Ou seja, pais que lêem constroem pontes para mundos possíveis; pais ausentes da literatura reproduzem silêncios.

“Um acto vira costume quando se torna tendência para quem nos observa”, observou, enfatizando o papel determinante da família na formação de leitores.

Entre as licções que emergem do livro, se condensa a urgência do chamado de Muagona, que recusa a leitura como mero exercício escolar e a coloca como acto de emancipação individual e colectiva.

(Por Rafael Langa)