A ópera é um manifesto artístico, um espaço de reencontro com a memória colectiva e um tributo ao papel decisivo das mulheres moçambicanas na construção da nação.

A Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (ECA -UEM) lançou recentemente, em Maputo, a Ópera Josina Machel, um projecto interdisciplinar de investigação artística que homenageia uma das figuras mais emblemáticas da luta pela independência nacional.
A ópera é um manifesto artístico, um espaço de reencontro com a memória colectiva e um tributo ao papel decisivo das mulheres moçambicanas na construção da nação.
Integrada nas celebrações dos 50 anos da independência de Moçambique, a Ópera Josina Machel conduz o público por uma viagem à vida de Josina Machel: o seu despertar político, o seu papel activo na FRELIMO, a sua resistência diante da opressão e o legado que transcende gerações.
A iniciativa, que reúne cerca de 250 artistas e técnicos, resulta da colaboração entre diversas áreas do saber, integrando pesquisa histórica, música, teatro e performance. O objectivo, conforme explicou Micas Silambo, coordenador do projecto e director-adjunto para Investigação e Extensão da ECA-UEM, é ampliar a compreensão do papel das mulheres na história, promover o surgimento de novos talentos artísticos e transformar a mentalidades através da arte.
Para Graça Machel, a ópera coloca Josina no lugar que lhe pertence: o centro da memória viva da luta e da valorização das mulheres enquanto protagonistas da libertação.
“Estamos profundamente gratos e queremos felicitar a Escola e os directores por valorizar o sacrifício daqueles que vieram antes de nós”, disse.
A Ópera Josina Machel subirá ao palco em datas de forte carga simbólica: 19 de Setembro, no aniversário natalício de Josina Machel, durante o encerramento da Conferência Científica da UEM e nos dias 28 e 29 de Novembro, marcando o fim do Ano Lectivo 2025.
(Por MozaVibe)

