Conhecida também como Varíola dos Macacos, a Mpox expandiu-se para países como os Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Brasil e Portugal, entre outros.

Após a pandemia da Covid-19, o mundo voltou a confrontar-se com uma nova ameaça sanitária: a Mpox. Embora de forma mais tímida, a doença tem-se manifestado em vários cantos do mundo desde 2022, deixando de ser exclusiva do continente africano.
Conhecida também como Varíola dos Macacos, a Mpox expandiu-se para países como os Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Brasil e Portugal, entre outros. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 100 países notificaram casos da doença desde 2022, incluindo muitos que nunca haviam registado infecções anteriormente. A gravidade e rápida expansão levaram a OMS a declarar a Mpox como emergência de saúde pública internacional em Julho de 2022, estatuto que viria a ser levantado em Maio de 2023.
A Mpox é uma doença viral zoonótica, ou seja, transmitida de animais para o ser humano e foi identificada pela primeira vez em humanos em 1970, na República Democrática do Congo. Em Moçambique, o primeiro caso positivo foi confirmado em 2022, na província de Maputo. Actualmente, o país enfrenta um surto localizado na província do Niassa, distrito de Lago, onde, até ao momento, foram confirmados 17 casos positivos. Destes números, sete são do sexo feminino e os restantes do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 17 e os 38 anos.
Todos os pacientes encontram-se em isolamento domiciliar, com evolução clínica estável. O período de isolamento recomendado é de 21 dias.
Sintomas da Mpox:
A doença manifesta-se inicialmente com sintomas inespecíficos, como: Febre, dores de cabeça, inchaço dos gânglios linfáticos (na mandíbula, pescoço, axilas ou virilhas), dores nas costas, fraqueza geral. Posteriormente, desenvolve-se uma erupção cutânea característica (borbulhas), que pode aparecer no rosto, tronco, mãos, pés e, em casos mais recentes, na região genital e perianal.
Medidas preventivas recomendadas
As autoridades de saúde recomendam:
- Reforço da higiene individual e colectiva;
- Evitar contacto físico com pessoas infectadas e animais contaminados;
- Não partilhar roupas, lençóis ou toalhas de pessoas infectadas sem o uso de material de protecção;
- Limpeza e desinfecção de superfícies possivelmente contaminadas;
- Vacinação de grupos de risco (contactos directos dos casos positivos, profissionais de saúde e da linha da frente).
A vacinação em massa não é, para já, recomendada, devido ao acesso limitado à vacina, cuja distribuição global está a ser coordenada pela OMS e o África CDC.
(Joana Mawai)

