
Um elefante de ferro e lã com o nome de “Madala” é a mais recente atracção artística e ambiental no Camões – Centro Cultural Português em Maputo. A escultura de tamanho real, construída a partir de armadilhas confiscadas na Reserva Nacional do Niassa, simboliza a luta contínua contra a caça furtiva em Moçambique.
Criado por mais de 40 artistas moçambicanos e internacionais, com o apoio de comunidades locais, ex-caçadores furtivos e guardas florestais, “Madala” é uma expressão artística poderosa que une cultura, conservação ambiental e empoderamento comunitário. A estrutura metálica, formada por centenas de armadilhas e utensílios outrora usados na caça e garimpo ilegais, está coberta por uma vibrante pele de lã, tricotada por mulheres do projecto Yao Crochet.
A iniciativa, liderada pela bióloga colombiana Paula Ferro, tem também um impacto social notável: oferece formação em artesanato e croché, cria oportunidades de emprego e inspira jovens locais a seguirem carreiras artísticas.
A peça, que esteve anteriormente em exibição no Centro Cultural Franco-Moçambicano, estará patente no Camões até Agosto, representando a rica diversidade ecológica e cultural da Reserva do Niassa, lar dos povos Macua, Yao e Swahili.
(Por MozaVibe)

