
O rasto de destruição deixado pelo ciclone Chido continua a marcar profundamente a vida de milhares de famílias de Pemba, capital da província de Cabo Delgado. Histórias reais, recolhidas pelo Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância - UNICEF Mozambique, revelam o impacto devastador da catástrofe e a força das comunidades para reerguerem as suas vidas.
Alguns deste relatos apresentados pela UNICEF Mozambique, no seu “site” são aqui apresentados pela MozaVive. Uma das histórias é Cátia Biche, do bairro de Metula, que recorda o momento em que o ciclone atingiu a sua casa durante a madrugada.
“As chapas voaram como folhas de papel. Tivemos de fugir com as crianças para uma casa vizinha”, conta, quem com o abrigo destruído, viu a família viver num alpendre improvisado, enfrentando dificuldades para alimentar os filhos e garantir-lhes o regresso às aulas.
Por seu turno, Osvaldo Abudo, do Bairro de Chuiba, diz ter vivido uma realidade semelhante e que procura formas de reconstruir com recursos limitados.
“Juntamos 500 meticais para comprar bambu e arame. Cada um faz o que pode para erguer um abrigo”, diz. O seu maior desejo é assegurar a educação dos filhos: “Sem cadernos ou pastas, será difícil acompanharem as aulas”, disse.
Ainda em Chuiba, Mariamo Cacos perdeu praticamente tudo e revela que até hoje sofre enfrenta cenários desoladores como a falta de comida na mesa.
“Às vezes, passo o dia sem comer”, lamenta. A sua luta diária é para garantir pelo menos uma refeição para os filhos. “Só Deus quis que sobrevivêssemos. Agora, precisamos de apoio para recomeçar”, contou.
O UNICEF dedica-se a assegurar proteção especial às crianças menos favorecidas, vítimas de guerra, desastres, pobreza extrema e de todas as formas de violência e exploração, como também àquelas com deficiências.
(Por MozaVibe)

