Sebastião Coana resiste ao esquecimento

Foto: Sebastião Coana

Obras de pintura, escultura e instalação e que trata-se de uma viagem sensível pelas geografias humanas que marcaram a trajectória de Sebastião Coana - de Monapo, Nampula, Manhiça e Maputo a Moshi (Tanzania), Beijing (China) e Paris (França), podem ser apreciadas em Maputo.

As obras do artista Sebastião Coana, que compõem a exposição "Territórios de Memória", constituem fragmentos de encontros, rostos e silêncios que resistem ao esquecimento.

Assim, cada obra que Sebastião Coana leva para a mostra propõe um gesto de escuta e reconhecimento e convoca a presença do outro e desafia a invisibilidade do quotidiano moçambicano e africano.

Com uma linguagem plástica expressiva, marcada pela força da cor, da textura e do gesto, Coana constrói um mapa emocional onde a memória individual entrelaça-se com a memória colectiva, como, aliás, se apresentam as suas instalações e pinturas.

Sebastião Coana é um artista moçambicano multidisciplinar, cuja obra cruza pintura a óleo, arte urbana, escultura e instalações públicas. O seu trabalho artístico é reconhecido pela riqueza de texturas, uso de cores vibrantes e uma forte conexão com o quotidiano moçambicano, apresentadas em exposições e em murais e infra-estruturas públicas ou privadas. A fachada frontal da sede do Conselho Municipal da Matola ou as escadarias das barreiras da Maxaquene são algumas delas.

(Por MozaVibe)