{"id":3466,"date":"2025-07-13T21:51:53","date_gmt":"2025-07-13T21:51:53","guid":{"rendered":"https:\/\/mozavibe.co.mz\/?p=3466"},"modified":"2025-07-11T13:53:33","modified_gmt":"2025-07-11T13:53:33","slug":"quando-sinto-saudades-de-casa-amarro-uma-capulana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mozavibe.co.mz\/pt_PT\/2025\/destacadas\/quando-sinto-saudades-de-casa-amarro-uma-capulana\/","title":{"rendered":"Quando sinto saudades de casa, amarro uma capulana."},"content":{"rendered":"<blockquote>\r\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova cultura tem sido gradual e h\u00e1 elementos que ajudam a manter viva a liga\u00e7\u00e3o com as suas origens. \u201cQuando sinto saudades de casa, amarro uma capulana. \u00c9 algo que me conforta e me lembra de onde venho\u201d, explica Guilamba<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n<figure id=\"attachment_3468\" aria-describedby=\"caption-attachment-3468\" style=\"width: 525px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-3468\" src=\"https:\/\/mozavibe.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG-20250617-WA0018-525x700.jpg\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"700\" srcset=\"https:\/\/mozavibe.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG-20250617-WA0018-525x700.jpg 525w, https:\/\/mozavibe.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG-20250617-WA0018-768x1024.jpg 768w, https:\/\/mozavibe.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG-20250617-WA0018-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/mozavibe.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG-20250617-WA0018-225x300.jpg 225w, https:\/\/mozavibe.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG-20250617-WA0018-113x150.jpg 113w, https:\/\/mozavibe.co.mz\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG-20250617-WA0018.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3468\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Kailane Guilamba<\/figcaption><\/figure>\r\n\r\n<p>Longe da sua terra natal, Kailane Guilamba \u00e9 um exemplo de como a juventude mo\u00e7ambicana est\u00e1 a ganhar espa\u00e7o e voz noutros quadrantes do\u00a0mundo\u00a0e aceitou o desafio de partilhar a sua experi\u00eancia de vida com a revista \u201cMozaVibe\u201d.<\/p>\r\n<p>Vive actualmente em Taiwan,\u00a0uma ilha situada no leste da \u00c1sia,\u00a0na China, conhecida pelo seu r\u00e1pido desenvolvimento tecnol\u00f3gico e pelo seu sistema de ensino competitivo. L\u00e1 frequenta o curso de Gest\u00e3o de Empresas.<\/p>\r\n<p>Parte da nova di\u00e1spora acad\u00e9mica mo\u00e7ambicana, Kailane representa um movimento crescente de jovens que saem do pa\u00eds em busca de conhecimento, mas que continuam enraizados na cultura e nas causas que os movem.<\/p>\r\n<blockquote>\r\n<p>\u201cChegar at\u00e9 l\u00e1 exigiu esfor\u00e7o, o processo de selec\u00e7\u00e3o foi rigoroso e incluiu meses de forma\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o, mas o verdadeiro desafio come\u00e7ou com a mudan\u00e7a de ambiente. Estar fora da zona de conforto, num pa\u00eds culturalmente diferente e com m\u00e9todos de ensino mais exigentes, obrigou-me a adaptar-me rapidamente e, acima de tudo, a aprender a ser independente. Estudar fora \u00e9 gratificante, mas tamb\u00e9m desafiador. A forma como se ensina aqui \u00e9 completamente diferente da de Mo\u00e7ambique. Apesar das diferen\u00e7as, sinto-me acolhida\u201d, conta.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova cultura tem sido gradual e h\u00e1 elementos que ajudam a manter viva a liga\u00e7\u00e3o com as suas origens. \u201cQuando sinto saudades de casa, amarro uma capulana. \u00c9 algo que me conforta e me lembra de onde venho\u201d, explica.<\/p>\r\n<p>No entanto, a sua experi\u00eancia em Taiwan n\u00e3o se resume apenas \u00e0 vida acad\u00e9mica. Kailane explica estar a desenvolver projectos e tenciona trabalhar em comunidades rurais com vista inspirar mais jovens e raparigas, especialmente em zonas onde a gravidez precoce entre adolescentes ainda \u00e9 uma realidade preocupante.<\/p>\r\n<blockquote>\r\n<p>\u201cNestes espa\u00e7os, terei a oportunidade de aconselhar e inspirar jovens, sobretudo raparigas, a lutarem pelos seus sonhos. Faz sentido poder falar com elas, mostrar que \u00e9 poss\u00edvel sonhar e chegar mais longe\u201d, continua.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n<p>A paix\u00e3o por representar Mo\u00e7ambique est\u00e1 presente em tudo o que faz. Seja em eventos culturais, feiras gastron\u00f3micas ou encontros internacionais, Kailane n\u00e3o perde uma oportunidade de exibir a beleza do pa\u00eds da comida tradicional \u00e0s roupas t\u00edpicas.<\/p>\r\n<blockquote>\r\n<p>\u201cSempre que posso mostrar a nossa cultura, estou l\u00e1. Porque \u00e9 uma forma de contribuir para a imagem positiva de Mo\u00e7ambique fora do pa\u00eds\u201d, conta.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n<p>Tal como muitos jovens da di\u00e1spora espalhados por pa\u00edses como Portugal, Brasil, \u00c1frica do Sul ou China. Kailane carrega nas suas escolhas o desejo de um futuro melhor, n\u00e3o apenas para si, mas tamb\u00e9m para a sua comunidade. Encarando os desafios com maturidade, v\u00ea neles oportunidades de crescimento.<\/p>\r\n<blockquote>\r\n<p>\u201cAprender a ser independente \u00e9 uma das maiores li\u00e7\u00f5es. E os desafios moldam-nos. Fazem-nos crescer\u201d, comentou.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n<p>Com firmeza e simplicidade, Kailane partilha a sua experi\u00eancia com \u201cMozavibe\u201d, ela que representa um Mo\u00e7ambique presente no mundo, aberto ao conhecimento, fiel \u00e0s suas ra\u00edzes e determinado em construir pontes entre culturas.<\/p>\r\n<p>(Por Rafael Langa)<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<blockquote>\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova cultura tem sido gradual e h\u00e1 elementos que ajudam a manter viva a liga\u00e7\u00e3o com as suas origens. \u201cQuando sinto saudades de casa, amarro uma capulana. \u00c9 algo que me conforta e me lembra de onde venho\u201d, explica Guilam&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3468,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"wds_primary_category":16,"footnotes":""},"categories":[16,7],"tags":[],"class_list":["post-3466","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destacadas","category-diaspora"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mozavibe.co.mz\/pt_PT\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3466","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mozavibe.co.mz\/pt_PT\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mozavibe.co.mz\/pt_PT\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mozavibe.co.mz\/pt_PT\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mozavibe.co.mz\/pt_PT\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3466"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/mozavibe.co.mz\/pt_PT\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3466\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3470,"href":"https:\/\/mozavibe.co.mz\/pt_PT\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3466\/revisions\/3470"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mozavibe.co.mz\/pt_PT\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3468"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mozavibe.co.mz\/pt_PT\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3466"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mozavibe.co.mz\/pt_PT\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3466"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mozavibe.co.mz\/pt_PT\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3466"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}