Turismo renasce na Reserva do Niassa

Fundada em 1960, a Reserva do Niassa é considerada a maior área de conservação de Moçambique. Estende-se desde o majestoso rio Rovuma, na fronteira com a Tanzânia, até ao rio Lugenda, que serpenteia as suas planícies.

Foto: Reserva Especial do Niassa

Após meses de silêncio imposto pela violência armada em Cabo Delgado, a vida volta a pulsar na Reserva Nacional do Niassa.

A actividade turística, que havia sido interrompida devido aos ataques terroristas que desde 2017 assolam a região norte do país, começa agora a retomar o seu curso natural, devolvendo esperança às comunidades locais e ao património natural moçambicano.

Segundo o administrador da reserva, citado pela Rádio Moçambique, o regresso de várias comunidades às suas zonas de origem, depois de longos períodos de deslocação, criou condições para que o turismo recupere o seu espaço e volte a acolher visitantes nacionais e estrangeiros.

Fundada em 1960, a Reserva do Niassa é considerada a maior área de conservação de Moçambique. Estende-se desde o majestoso rio Rovuma, na fronteira com a Tanzânia, até ao rio Lugenda, que serpenteia as suas planícies.

A paisagem é marcada por montanhas imponentes, como Mecula e Jodo, e por gigantescos inselbergs de granito que guardam pinturas rupestres, símbolos sagrados para as comunidades que habitam a região há séculos.

Mais do que território, o Niassa é um santuário de vida selvagem. Nos seus vastos ecossistemas habitam leões, leopardos, elefantes, rinocerontes e búfalos, entre tantas outras espécies que fazem desta reserva uma joia da biodiversidade africana.

Na zona tampão, entre a reserva e as aldeias circundantes, foi criada a Lugenda Wildlife Reserve (Luwire), um investimento turístico pioneiro que abre as portas do Niassa ao mundo. Preparada para receber visitantes de todos os cantos do globo, esta iniciativa não só promove o turismo sustentável, como também fortalece a ligação entre a conservação ambiental e o desenvolvimento comunitário.


(Por MozaVibe)