Ansiedade, depressão e stress pós-traumático são consequências frequentes após desastres naturais, afectando comunidades e profissionais de saúde.

O país deu um passo importante na preparação do sistema de saúde face às mudanças climáticas, com o lançamento do Plano Nacional de Adaptação do Sector da Saúde às Mudanças Climáticas (PNAS-MC). A iniciativa representa uma resposta estruturada a um problema que deixou de ser futuro para se tornar realidade.
Ao apresentar o plano, o Governo reconhece que ciclones, cheias, secas prolongadas e ondas de calor não causam apenas danos materiais, mas também afectam profundamente as populações e o funcionamento dos serviços de saúde.
O PNAS-MC surge como instrumento estratégico para reforçar a capacidade de resposta do sector num dos países mais expostos às alterações climáticas na África Austral. O aumento de chuvas intensas e inundações, por exemplo, favorece a propagação da malária, enquanto eventos extremos como ciclones e cheias aumentam o risco de surtos de cólera e doenças diarreicas.
O plano alerta ainda para o crescimento de doenças transmitidas por vectores, como dengue e chikungunya, bem como para o agravamento da desnutrição em contextos de seca prolongada.
Outro ponto relevante é a integração da saúde mental na adaptação climática. Ansiedade, depressão e stress pós-traumático são consequências frequentes após desastres naturais, afectando comunidades e profissionais de saúde.
Entre as medidas previstas estão o reforço de infra-estruturas resilientes, a adopção de energias alternativas e a criação de sistemas de alerta precoce. O plano contou com o apoio de parceiros como o ONU-Habitat.
(Por Rafael Langa)

