Moçambique precisa de “uma estratégia clara de desenvolvimento agrícola e industrial, baseada no conhecimento científico, adaptação local e sustentabilidade”.

A China, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, é um modelo a replicar na busca pela auto-suficiência alimentar. Assim pensa a professora e investigadora da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Tufária Mussá, após participar no seminário “Modernização ao Estilo Chinês e Desenvolvimento de África”, realizado na província de ShaanXi, China.
Segundo Mussá, Moçambique precisa de “uma estratégia clara de desenvolvimento agrícola e industrial, baseada no conhecimento científico, adaptação local e sustentabilidade”.
A professora destacou ainda a importância de incentivar a produção, fortalecer cadeias de valor, investir em tecnologia, e promover reformas políticas e institucionais.
O evento reuniu representantes de 50 países africanos e fez parte da implementação das “10 Acções da Cooperação China-África 2035”, alinhadas à Declaração de Changsha, que defende maior solidariedade e cooperação entre o continente e o gigante asiático.
Na abertura, o enviado especial da China para Assuntos de África, Xue Bing, reafirmou o compromisso de reforçar a parceria com África, lembrando o apoio histórico aos movimentos de libertação e projectos estruturantes, como a linha férrea de Moatize a Nacala.
A programação incluiu palestras e visitas a infra-estruturas estratégicas, como o Parque de Demonstrações de Yangling, exemplo de modernização agro-industrial.
(Por MozaVibe)

