Uma boa opção para quem queira praticar o turismo em Moçambique é viajar de comboio ou de avião. No entanto, poucos sabem que das locomotivas surgem os voos das Linhas Áreas de Moçambique, a nossa companhia de bandeira.

De acordo com os documentos dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, para entender a história da aviação moçambicana, é preciso vasculhar o passado do sector ferroviário.
Tudo começa no tempo colonial, quando os Serviços dos Portos e Caminhos de Ferro da Colónia de Moçambique constituíam uma empresa industrial do Estado colonial.
A esta companhia competia, entre outras, as funções de promover e executar o estudo e a construção dos portos e caminhos-de-ferro, assim como o estabelecimento de quaisquer outros meios de transporte em ligação com as explorações ferroviárias. Também devia explorar comercial e industrialmente os portos e caminhos-de-ferro.
Assim, em 1930, por iniciativa dos CFM, foi criado o Serviço de Camionagem Automóvel, um serviço de transporte rápido, seguro e económico, que foi determinante para o desenvolvimento agrícola e fomento do comércio.
Trazia “do interior para as estações ferroviárias os produtos destinados ao abastecimento dos mercados locais e à exportação por via marítima, substituindo, com sucesso, o transporte ferroviário, quando o tráfego não era suficiente para o justificar”, explicam os CFM.
Mais tarde, em 1936, foi criada a Direcção de Exploração dos Transportes Aéreos (DETA), uma divisão dos CFM que, a primeira companhia aérea constituída neste território a realizar carreiras regulares no espaço nacional e para os países vizinhos.
“Enfrentando inúmeras dificuldades, já que não existiam aeronaves, pilotos nem qualquer experiência na gestão dos transportes aéreos, os Caminhos de Ferro de Moçambique montaram uma empresa sólida, com larga tradição de bem servir. A DETA foi extinta em 1983, tendo sido criada em seu lugar a empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM)”, escrevem os CFM.
(Por MozaVibe)

