Investir em educação ambiental é crucial para preparar comunidades contra os impactos das mudanças climáticas e fenómenos extremos.

Falar de educação ambiental é, acima de tudo, valorizar pessoas e comunidades. Em aldeias e bairros periféricos, iniciativas simples — como oficinas de reciclagem, hortas escolares e conservação da água — podem transformar a consciência ambiental em acções concretas.
Foi com esse espírito que a associação O Meu Oceano e o Centro Cultural Moçambicano-Alemão promoveram recentemente um debate com especialistas sobre o fortalecimento da resiliência comunitária em Moçambique. O encontro destacou que a educação ambiental, ao ir além da sala de aula, transforma realidades.
Se, por um lado, "quando a educação ambiental chega fora da capital, ela transforma realidades e forma consciências críticas", como afirmou Nélia Benedita, da Eco-Acção, por outro, “ela cria diálogo, aproxima pessoas e fortalece o sentimento de que todos fazem parte da solução", complementou Manuel Maloa.
Cláudia Machaieie, outra participante, reforçou que estas práticas podem ser encaradas como ferramentas de inclusão social, até porque além da preservação, o debate abordou a gestão de resíduos e os 3R (reduzir, reutilizar, reciclar) como oportunidades de geração de renda.
O encontro deixou evidente que investir em educação ambiental é crucial para preparar comunidades contra os impactos das mudanças climáticas e fenómenos extremos.
(Por Renaldo Manhice)

