Três antologias nos 10 anos da Fundza

A iniciativa é enquadrada na celebração dos 10 anos da Editorial Fundza, sediada na cidade da Beira. A selecção resulta de uma chamada literária feita em Novembro que culminou com a inscrição de 519 textos, tendo sido apurados 25 contos, 24 poemas e 10 ensaios literários.

Autores seleccionados. Foto: Editorial Fundza

Cinquenta e nove autores foram seleccionados para três antologias de contos, poesia e ensaios literários, que visam promover um intercâmbio entre autores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e revelar novas vozes literárias.

A iniciativa é enquadrada na celebração dos 10 anos da Editorial Fundza, na cidade da Beira. A selecção resulta de uma chamada literária feita em Novembro que culminou com a inscrição de 519 textos, tendo sido apurados 25 contos, 24 poemas e 10 ensaios literários.

Na categoria de contos, destacam-se Jeremias Moquito (Moçambique), com o texto “O sonho de soneto e a promessa de um falecido marido”; Mariana Braga (Brasil), com a obra “A revolta das vírgulas”; e Gabriel Pereira Coelho (Portugal), com o conto “Aqueles que o vento desensina”. Os três autores foram distinguidos em primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente.

No concurso de poesia, o primeiro lugar foi ocupado por João dos Santos (Portugal), com o texto “Filhos perdidos”. Manoel da Silva (Brasil), autor do poema “O vampiro”, assegurou a segunda colocação, e Marlen Chaúque (Moçambique), com o poema “O tempo é um vidro sujo”, ficou na terceira posição.

Na modalidade de ensaios literários, os inscritos foram todos de Moçambique, tendo-se destacado, respectivamente, em primeiro, segundo e terceiro lugares, os textos “O coração em chamas: ensaio literário sobre Criação do fogo de Álvaro Taruma”, de Noé Zaqueu; “A nostalgia como tonalidade afectiva poética em O silêncio da pele de Otildo J. Guido”, de Daúde Amade; e “No verso da cicatriz: memória, humanidade e o labor íntimo da sobrevivência”, de Júlio César Tomo.

Os três melhores colocados em cada categoria, para além da publicação dos seus textos em antologia, receberão prémios em dinheiro.

Participaram no concurso autores provenientes de oito países, nomeadamente, Moçambique, Angola, Brasil, Cabo Verde, China, Estados Unidos da América, França e Portugal, e os textos foram avaliados por um júri constituído pelos ensaístas José dos Remédios, Cremildo Bahule e Fernando Chicumule.

Com esta iniciativa, a Fundza, criada na cidade da Beira, a 21 de Janeiro de 2016, dá mais um passo para a democratização do acesso à publicação de obras literárias no país. Entre 2021 e 2024 promoveu chamadas literárias anuais que revelaram novas vozes na literatura moçambicana. Desde 2022, já publicou mais de 40 novos autores de todo o país. Em 2023, foi distinguida pelo Governo de Moçambique, na Gala do Prémio das Indústrias Culturais e Criativas, como a melhor instituição literária do país.  

(Por MozaVibe)