
Mais de 600 milhões de crianças em todo o mundo sofrem com cárie dentária, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica esta condição como um grave problema de saúde pública. Os países com maior prevalência da doença incluem Nigéria, China, Índia, Paquistão e Indonésia.
A cárie dentária infantil foi recentemente tema central do primeiro dia do workshop do Serviço de Estomatologia do Hospital Central de Maputo, que reuniu profissionais da área para debater estratégias de prevenção e tratamento.
A odontologista moçambicana Ilda Cossa alerta que a cárie dentária, apesar de ser uma doença crónica não transmissível, pode ser prevenida com mudanças no estilo de vida. Explica que a doença partilha factores de risco com outras enfermidades crónicas como diabetes e doenças cardiovasculares, por influência de hábitos diários.
Entre os principais factores de risco estão a falta de instrução em saúde bucal, uma rotina desorganizada, a situação socio-económica da família e orientações equivocadas sobre o bem-estar. Além disso, dietas ricas em açúcares e alimentos altamente cariogénicos contribuem para o desgaste dos dentes, especialmente em crianças com menor mineralização dentária.
A odontologista reforça que a saúde bucal é um indicador para a saúde geral e a sua prevenção passa por hábitos saudáveis como escovação regular, redução do consumo de açúcar e acompanhamento odontológico frequente. Medidas simples podem reduzir significativamente os impactos da cárie dentária e melhorar a qualidade de vida infantil.
(Por Rafael Langa)