O Museu de História Natural de Maputo, coordenado pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM), voltou a receber visitantes esta semana, após permanecer mais de dois anos encerrado para obras de requalificação.

O espaço foi fundado em 1911 e instalado desde 1933 num edifício histórico de estilo manuelino. Apresenta-se agora mais moderno, inclusivo e preparado para acolher estudantes, investigadores e turistas.
Encerrado em Outubro de 2023, o museu foi alvo de uma profunda intervenção que abrangeu desde a estrutura arquitectónica até ao campo museológico e museográfico. Entre as melhorias realizadas, destacam-se a instalação de painéis solares, sistemas de climatização e iluminação, casas de banho internas, um elevador e rampas de acesso para pessoas com deficiência. Foram ainda construídas uma sala para exposições temporárias, uma livraria e uma cafeteria.
No domínio expositivo, todas as mostras foram restauradas e ganharam uma abordagem museológica moderna, que apresenta os habitats e espécies na sua relação natural. Foram introduzidas salas dedicadas às ervas marinhas e à fauna marinha de grande porte, bem como novos recursos de acessibilidade, incluindo informações adaptadas para pessoas com deficiência audiovisual.
Uma das novidades é a criação de uma sala etnográfica com cerca de 500 objectos ligados às práticas culturais de diferentes povos moçambicanos, que incluem peças de arte, escultura, música, ourivesaria, cerâmica e cestaria, complementadas por um acervo fotográfico histórico.
A requalificação, orçada em 4,25 milhões de euros, foi conduzida por especialistas italianos e moçambicanos ligados à Universidade Sapienza de Roma, em parceria com a Estação Zoológica Anton Dohrn e a ONG WeWorld. O financiamento partiu do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional de Itália, através da Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS).
(Por MozaVibe)

