Num momento em que a mobilidade e a formação além-fronteiras continuam a moldar novas gerações de profissionais moçambicanos, a Karingani Game Reserve volta a colocar jovens de Magude e Massingir no mapa da qualificação internacional.

Este ano, 23 estudantes graduaram-se em instituições conceituadas da África do Sul: o South African College for Tourism (SACT) e a Wildlife Trackers Academy elevando para quase 50 o número de formandos apoiados pela iniciativa desde 2024.
A formação, totalmente financiada por Paul Tudor Jones, Rob Walton, Matt Harris, a Fundação Bedari, Maggie Lansdown e Steve Lansdown, abre portas a carreiras que atravessam fronteiras, posicionando jovens moçambicanos no sector global do turismo e da conservação.
O programa inclui um ano de aulas práticas e teóricas em hotelaria, conservação e rastreio de vida selvagem, áreas em que o mercado internacional continua a absorver talento africano.
Moisés Sitoe premiado na Tracker Academy
Tal como no ano anterior, Moçambique voltou a brilhar. Moisés Sitoe conquistou o prestigiado Hyena Award, atribuído ao melhor estudante de rastreio de vida selvagem da Tracker Academy, um reconhecimento reservado aos formandos que demonstram excelência técnica, disciplina e um profundo compromisso com a conservação. A distinção confirma o potencial competitivo dos jovens moçambicanos em instituições internacionais.
Já no mercado profissional
O CEO da Karingani, Paul Milton, sublinhou que todos os formandos da edição de 2024 estão hoje empregados.
“Oito seguiram para o Parque Nacional da Gorongosa, três para o Hotel Drostdy na África do Sul, um integrou a Tracker Academy e 11 foram contratados pela própria Karingani”, referiu.
Os resultados demonstram que a iniciativa não só qualifica jovens como cria pontes concretas para o mercado regional e internacional.
Em nome dos graduados, Dário Cavele destacou que a formação abre novos horizontes para uma juventude disposta a contribuir para o desenvolvimento do turismo, tanto dentro de Moçambique como na região austral.
Iniciado em 2024 com 23 estudantes, o programa volta a expandir-se: em 2026, serão 20 novas alunas de Magude e Massingir a cruzar a fronteira rumo a uma qualificação internacional um movimento que continua a reforçar a presença e a influência da juventude moçambicana além das suas comunidades.
(Por Renaldo Manhice)

