
O navio de pesquisa Dr. Fridtjof Nansen, operado pelo Instituto Norueguês de Investigação Marinha (IMR), iniciou uma expedição científica nas águas de jurisdição moçambicana. Pretende aprofundar o conhecimento sobre a ecologia marinha e a dinâmica populacional dos recursos pesqueiros no país.
A expedição investiga áreas de desova, estágios iniciais da vida marinha, dinâmica dos estoques adultos, diversidade genética e factores climáticos e ambientais. As informações obtidas serão essenciais para garantir a segurança alimentar e promover de forma sustentável a economia azul de Moçambique.
A primeira fase da expedição, focada nos estágios larvares dos recursos marinhos no Banco de Sofala, foi concluída com sucesso entre 9 e 25 de Fevereiro. O Banco de Sofala, vital para a pesca e economia local, foi o foco da pesquisa, que forneceu dados importantes sobre a abundância, distribuição e sobrevivência das larvas, aspectos fundamentais para a gestão sustentável dos recursos pesqueiros.
Estes dados serão integrados com informações oceanográficas e modelos computacionais para prever o estoque pesqueiro e os impactos de mudanças ambientais, ajudando na formulação de estratégias de conservação e uso sustentável.
A segunda fase da expedição, que abrange os recursos pesqueiros ao longo da costa moçambicana, desde o Rovuma até Maputo, teve início a 28 de Fevereiro e seguirá até 31 de Março. O navio “Dr. Fridtjof Nansen” continuará sua jornada noutras regiões do Oceano Índico.
Além disso, o navio retornará a Moçambique em Outubro para a terceira fase da expedição, que se concentrará no mapeamento dos habitats do fundo marinho do Banco de Sofala.
A expedição envolve uma equipa multidisciplinar composta por 43 cientistas de várias instituições moçambicanas, incluindo o InOM e a Universidade Eduardo Mondlane. Esta colaboração reforça o compromisso do Governo de Moçambique com a pesquisa marinha de excelência, tanto a nível nacional quanto internacional.
Esta é uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), em parceria com o Instituto Oceanográfico de Moçambique (InOM), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Instituto de Pesquisa Marinha da Noruega (IMR) e Universidade Eduardo Mondlane (UEM).
(Por Renaldo Manhice)