Mortalidade Infantil continua elevada

O fenómeno mantém-se elevado, sobretudo nas zonas rurais.

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A taxa de mortalidade infantil continua elevada no país, devido a uma combinação de factores estruturais, sociais e económicos.

Dados do sector da saúde indicam que, graças à cooperação entre Moçambique e outros países, bem como aos investimentos estruturais do Governo, a taxa de mortalidade infantil reduziu de 201 para 60 por mil nados vivos entre 1997 e 2022.

Apesar desta redução significativa, o fenómeno mantém-se elevado, sobretudo nas zonas rurais.

De acordo com os dados oficiais, divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde (INS), pelo menos 60 em cada mil crianças morrem antes de completarem cinco anos de idade. Assim, o INS estima que, actualmente, quase cinco milhões de crianças ainda morrem antes de alcançar os cinco anos em todo o país, com maior incidência na província de Cabo Delgado.

O sector da saúde considera estes números preocupantes e aponta como causas mais comuns, na sua maioria evitáveis, a malária, diarreias, pneumonias, má nutrição, sepsia e complicações obstétricas, entre outras.

Apesar deste cenário, as autoridades governamentais reconhecem que o país tem dado passos notáveis na transformação da realidade, destacando os investimentos estratégicos na saúde materno-infantil.

“No plano global, as Nações Unidas confirmam uma redução de 51 por cento no mesmo período”, afirmou o Presidente da República, na sua intervenção durante a abertura do Fórum Global sobre Inovação e Acção para a Imunização e Sobrevivência Infantil 2025.

“O nosso Governo considera a vacinação infantil uma das ações mais impactantes na luta contra a mortalidade infantil”, acrescentou.

Importa destacar que esta foi a primeira vez que o referido Fórum Global se realiza em África, facto que prestigia Moçambique.

Apesar dos avanços registados, especialistas alertam para a necessidade de medidas urgentes e coordenadas para garantir o direito à vida e à saúde das crianças moçambicanas, assim como o acesso gratuito a serviços de saúde, água potável e saneamento básico.

Como forma de reduzir os níveis de mortalidade infantil e materna, o país promoveu o Fórum Global do Setor da Saúde, organizado por Moçambique, Serra Leoa, Espanha e diversas organizações internacionais, como a Fundação Bill & Melinda Gates, a Fundação La Caixa e a UNICEF.

Neste evento, priorizou-se a discussão sobre os mais recentes avanços científicos na área da sobrevivência infantil, bem como o reforço do compromisso político global e da comunidade internacional.

(Por Joana Mawai)